hoje meu amor encontrei as primeiras páginas do livro que comecei a escrever antes de nasceres. o que me levou a escrever foi o facto de me sentir desenraizada. tive pouca convivência com as minhas avós, sobretudo a paterna. vivíamos em áfrica e éramos cinco. até aos cinco anos éramos seis. os pais os irmãos e a querida tia emília que fez o papel de mãe sempre que foi preciso. foi perfeita em todos os papéis que representou na vida. não me lembro de uma zanga. quando ralhava connosco usava um tom tão carinhoso... apenas as palavras diziam que não podíamos andar à pancada. morreu o ano passado como viveu: em paz com a vida. ela teve uma vida tão difícil e quem não conhecesse a sua vida diria que a sua vida fora um mar de rosas. gostaria que a tivesses conhecido melhor. depois ela voltou para lisboa e um pouco depois a tua bisavó materna foi ter connosco. estava viúva e os meus pais lembraram-se de a convidar a viver connosco. foram tempos muito felizes. a tua bisavó era muito habilidosa e uma extraordinária contadora de estórias. ensinava-nos a construir papagaios e carros de rolamentos. mas deu-se mal com o clima e adoeceu com paludismo. quando viemos de férias ela não voltou conosco. só depois do 25 de abril quando regressei a portugal tive mais contacto com o resto da família mas já era tarde. nunca consegui sentir-me parte dela. a vida levou-me de novo para longe. nasceram o teu pai e os teus tios e todo o tempo de que dispunha era para eles. muitos anos depois ainda conheci alguns familiares da minha mãe. mas sempre tive dificuldade em lhes chamar tias e primas. eram a família dos meus pais. para mim a família resumiu-se a meia dúzia de pessoas. foi por isso que decidi começar a escrever para ti. onde quer que estejas hoje meu amor não esqueças que te amei muito ainda antes de nasceres. continuarei a amar-te até que a memória me deixe. quem sabe terminarei o livro que comecei para ti um dia.
Um blog do dia a dia, com muitas estórias, alguma poesia, música, fotografia, crítica, comentários... para desabafar, porque sem um grito ninguém segura o rojão!
12 junho, 2018
11 junho, 2018
FAFÁ de BELÉM-(CORAÇÃO do AGRESTE)
Eu voltei pra juntar pedaços
De tanta coisa que passei
Da infância abriu-se o laço
Nas mãos do homem que eu amei
O anzol dessa paixão me machucou
Hoje sou peixe
E sou meu próprio pescador
Poema da despedida
Não saberei nunca
dizer adeus
Afinal,
só os mortos sabem morrer
Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser
Talvez o amor,
neste tempo,
seja ainda cedo
Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos
Agora
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca
Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
escrevo.
Mia Couto
vozes de burro não chegam ao céu
conheci recentemente um tipo que felizmente não chegou a juiz. estou certa que com alguma pena pois o senhor é capaz de em menos de 10 minutos julgar o carácter a inteligência e se calhar muito mais coisas de que não teve tempo de falar. assim sem mais nem menos emitiu opiniões sobre pessoas que não conhece senão de ver de passagem. imagino que este tipo despachava processos a toda a velocidade se fosse juiz. perdíamos o estado de direito mas tenho a certeza que se acabaria com processos pendentes nos tribunais em menos de um ai. sempre que me perguntam a opinião sobre alguém que conheço há apenas uns dias respondo que não tenho opinião formada. como posso eu julgar alguém que não conheço se a vida me tem ensinado que o que não falta por aí são mentirosos e manipuladores que nos parecem uns anjos e mais tarde (às vezes tarde demais) descobrimos que caímos como uns patinhos na canção do bandido. e foi assim que aprendi a não tirar conclusões precipitadas sobre os outros. por princípio acredito piamente em toda a gente ou não fosse a minha religião a fé imensa que deposito no ser humano. felizmente uma andorinha não faz a primavera e já agora vozes de burro (da espécie humana) não chegam ao céu.
31 agosto, 2017
Dizem que Finjo ou Minto
Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é,
Sentir, sinta quem lê!
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é,
Sentir, sinta quem lê!
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
30 agosto, 2017
Ney Matogrosso - Por debaixo dos panos 1982 ÁUDIO HQ
O que a gente faz
É por debaixo dos pano
Prá ninguém saber
É por debaixo dos pano
Se eu ganho mais
É por debaixo dos pano
Ou se vou perder
É por debaixo dos pano...(2x)
É debaixo dos pano
Que a gente não tem medo
Pode guardar segredo
De tudo que se vê
É debaixo dos pano
Que a gente fala do fulano
E diz o que convém...
É debaixo dos pano
Que eu me afogo
Que eu me dano
Sem perder o bem...(2x)
O que a gente faz
É por debaixo dos pano
Prá ninguém saber
É por debaixo dos pano
Se eu ganho mais
É por debaixo dos pano
Ou se vou perder
É por debaixo dos pano...(2x)
É debaixo dos pano
Que a gente esconde tudo
E não se fica mudo
E tudo quer fazer
É debaixo dos pano
Que a gente comete um engano
Sem ninguém saber...
É debaixo dos pano
Que a gente
Entra pelo cano
Sem ninguém ver...(2x)
O que a gente faz
É por debaixo dos pano
Prá ninguém saber
É por debaixo dos pano
Se eu ganho mais
É por debaixo dos pano
Prá ninguém saber
É por debaixo dos pano
O que a gente faz
É por debaixo dos pano
Prá ninguém saber
É por debaixo dos pano
Se eu ganho mais
É por debaixo dos pano
Ou se vou perder
É por debaixo dos pano...
É debaixo dos pano
Que a gente esconde tudo
E não se fica mudo
E tudo quer fazer
É debaixo dos pano
Que a gente comete um engano
Sem ninguém saber...
É debaixo dos pano
Que a gente
Entra pelo cano
Sem ninguém ver...(2x)
os honestos trafulhas
o homem pediu um dia de folga ao seu superior que lhe explicou que naquele dia não podia ser. havia gente de férias e falta de pessoal. o homem no dia seguinte ligou para o emprego e avisou que se tinha magoado num pé e portanto não podia ir trabalhar... depois foi jogar futebol com os amigos, fez um vídeo e publicou no facebook... que génio da trafulhice! claro que no dia seguinte a declaração que apresentou no trabalho não foi aceite: o chefe tinha visto o vídeo no facebok.
outro homem decide que pode ganhar dinheiro sem sujar as mãos. decide arranjar trabalho a quem quer que seja (pedreiros, carpinteiros mecânicos) desde que estes lhe paguem dez por cento do serviço prestado. segundo ele não está a explorar ninguém uma vez que explica aos "agenciados" que devem cobrar aos clientes a percentagem dele. golpe de génio não e?
este é o pais dos pequeninos que se pudessem aplicavam golpes tão grandes como os tubarões que criticam. o pais dos trafulhas. dos honestos trafulhas.
27 agosto, 2017
italia tem recebido milhares de refugiados assim como a grecia. a união europeia fala fala mas não os vejo fazer nada... e isso chateia-me como diz o raj. mas adiante. conheci o jovem malik oriundo do burkina faso que conta uma estória de ir as lágrimas. o seu pais não e exactamente a siria ou a turquia mas os sonhos dos jovens são todos iguais. a europa `e o sonho americano para estes miúdos africanos. malik dormia na estação de pavia como todos os outros clandestinos. quis frequentar o ginásio para praticar pugilismo mas não tinha documentos e portanto não havia pugilismo nem sonho para malik. aqui entra uma jovem italiana que pratica a modalidade. malik aparecia todos os dias no ginásio decidido a vencer quem lhe negava o sonho pelo cansaço. a jovem italiana falou dele à mãe que decidiu falar dele aos amigos. e assim se formou uma corrente solidária. malik foi adoptado por uma família luso italiana que lhe arranjou trabalho e lhe deu casa. pratica pugilismo no ginásio. está integrado na sociedade tanto quanto um muçulmano pode estar integrado numa sociedade europeia.
fez 3 horas de viagem depois do trabalho para me conhecer. olhou-me como quem olha para a mãe que deixou em áfrica. ofereceu-me uma refeição e tratou-me como os africanos tratam os "mais velhos". e eu senti que a minha viagem valeu a pena.
fez 3 horas de viagem depois do trabalho para me conhecer. olhou-me como quem olha para a mãe que deixou em áfrica. ofereceu-me uma refeição e tratou-me como os africanos tratam os "mais velhos". e eu senti que a minha viagem valeu a pena.

Palavras para a Minha Mãe
mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.
às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.
lê isto: mãe, amo-te.
eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.
às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.
lê isto: mãe, amo-te.
eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
26 agosto, 2017
Chico Buarque - "Tua Cantiga" (Clipe Oficial)
Tua Cantiga
Chico Buarque
Quando te der saudade de mim
Quando tua garganta apertar
Basta dar um suspiro
Que eu vou ligeiro
Te consolar
Se o teu vigia se alvoroçar
E, estrada afora, te conduzir
Basta soprar meu nome
Com teu perfume
Pra me atrair
Se as tuas noites não têm mais fim
Se um desalmado te faz chorar
Deixa cair um lenço
Que eu te alcanço
Em qualquer lugar
Quando teu coração suplicar
Ou quando teu capricho exigir
Largo mulher e filhos
E de joelhos
Vou te seguir
Na nossa casa
Serás rainha
Serás cruel, talvez
Vais fazer manha
Me aperrear
E eu, sempre mais feliz
Silentemente
Vou te deitar
Na cama que arrumei
Pisando em plumas
Toda manhã
Eu te despertarei
Quando te der saudade de mim
Quando tua garganta apertar
Basta dar um suspiro
Que eu vou ligeiro
Te consolar
Se o teu vigia se alvoroçar
E, estrada afora, te conduzir
Basta soprar meu nome
Com teu perfume
Pra me atrair
Entre suspiros
Pode outro nome
Dos lábios te escapar
Terei ciúme
Até de mim
No espelho, a te abraçar
Mas teu amante
Sempre serei
Mais do que hoje sou
Ou estas rimas
Não escrevi
Nem ninguém nunca amou
Se as tuas noites não têm mais fim
Se um desalmado te faz chorar
Deixa cair um lenço
Que eu te alcanço
Em qualquer lugar
E quando o nosso tempo passar
Quando eu não estiver mais aqui
Lembra-te, minha nega
Desta cantiga
Que fiz pra ti
o homem da rosa
com as mãos atrás das costas o homem hesitou três ou quatro vezes antes de entrar. a sala estava cheia de gente e ele hesitava. de repente decidiu-se. avançou entre as pessoas e mostrando finalmente as mãos entregou-me uma rosa vermelha. creio que nem me ouviu agradecer. rapidamente saiu. creio que corou mas pode ser apenas impressão minha. apareceu depois outras vezes. sem flores. esta semana voltou e dirigiu-se a mim "se soubesse que estava cá tinha trazido uma flor".
reparei mais uma vez nos seus belos olhos azuis e creio que pela primeira vez olhei para as suas mãos: delicadas. mãos de quem gosta de oferecer flores. mãos que não esquecem a mulher com quem dividiu a vida; no dedo mindinho a aliança dela e no anelar a sua. e de repente desejei deixar por cá alguém que me lembre desta maneira. oferecendo flores a outras mulheres.
21 junho, 2015
para sempre com amor
nasceste para mim antes de existires e nesse dia fui tão feliz que senti o coração a transbordar de emoção. até nasceres vivi para ti. queria ter a capacidade de fazer uma canção que dissesse da minha alegria mesmo quando o bom senso dos outros não conseguia entender a minha felicidade. nunca fui boa a dizer o que sinto (estou agora um pouco melhor mas implicou muitas perdas) mas quando nasceste para o mundo eu só desejava estar contigo pegar-te ao colo adormecer e acordar contigo. não o podia fazer mas mesmo assim aproveitei cada bocadinho do meu tempo para estar contigo. tenho centenas de fotos tuas do primeiro ano. e dos seguintes... e depois... depois a vida deu voltas e o mundo também as deu. às vezes estava de cabeça para baixo e logo a seguir mudava. e tu ali ou melhor aqui dentro do meu coração a correres-me nas veias filho do meu filho sangue do meu sangue. cresceste e foste amado por todos. pais avós bisavós tios e primos.. para alguns eras uma mente brilhante como são quase todas as crianças para os que lhes são mais próximos. para mim eras apenas um menino que eu amava muito e a quem sempre reconheci defeitos e qualidades. não gosto de deuses mesmo que se trate dos pequenos deuses fabricados por adultos.e amei-te assim. como eras. depois cresceste mais e mais e de repente fizeste da tua vida um filme de aventuras onde nada nem ninguém podia destruir-te. contavas estórias e tinhas piada. os últimos dias que passámos juntos foram para mim de muita apreensão mas também de muitas risadas. eras o super herói imbatível de um filme que só existia para ti. disse-te que te amava e que a minha casa estava sempre aberta para ti. hoje sei que o filme acabou mal. o super herói perdeu poderes e foi derrotado. onde quer que estejas meu grande amor serás certamente um super herói mais bem sucedido. perder.te não faz sentido e o pior de tudo é esta raiva que continuo a sentir. esta vontade de te dar os estalos que nunca te dei. e sei que não adiantava dar-tos mas se calhar agora a raiva era u pouco menor. tudo isto só para te dizer que te amo. para sempre.
25 novembro, 2014
quem não se sente...
a maioria (arrisco) dos portugueses admira xanana como se admira um herói. terrorista dirão alguns. mas a verdade é que o homem viveu anos como um bicho para defender uma ideia. a sua ideia, e isto não é para todos. fez e faz parte do meu imaginário de homens que lutam por aquilo em que acreditam. como o che. talvez em tamanho mais pequeno. à medida do seu país, cada um lutou pelo bem mais essencial de todos nós: a liberdade.
um dia passou-lhe uma maleita pela cabecinha e ditou (ditou repito): os juízes estrangeiros têm 24 horas para saírem do país. os juízes meio atordoados, desataram a tentar conseguir voos para cumprirem a ordem de expulsão, antes que fossem privados do tal bem essencial. e piraram-se cumprindo o que xanana tinha ditado.
os juízes portugueses foram apoiados pelas autoridades portuguesas e pela maioria (arrisco) dos portugueses. xanana arranjou umas desculpas esfarrapadas mas eu fiquei convencida que está a proteger corrupto(a)s dentro do seu governo. fiquei (mais alguns portugueses atentos), à espera do pedido de desculpas do senhor de timor.
entretanto vejo com espanto que o nosso ministro da defesa foi visitar timor onde foi recebido com pompa e circunstância, mas... sem desculpas! xanana diz que não ofendeu portugal. afinal que importância tem expulsar juízes estrangeiros que foram ajudar timor?
parece que desta vez vamos enviar professores... ou serão soldados? a ver vamos quanto tempo aguentam até lhes darem um pontapé no traseiro.
o governo português mais uma vez, mostra que não é filho de boa gente.
01 junho, 2014
não batam mais na D. Pulquéria
toda a gente fala da D. Pulquéria. eu não sabia até ver o Eixo do Mal quem é a D. Pulquéria. parece que é uma funcionária da loja do cidadão de Faro... ou será quem deu formação aos funcionários da dita loja? para o caso pouco interessa. vou contar aqui uma estória que se passou comigo há mais de 30 anos enquanto funcionária dos ex SMS de Ponta Delgada. começavam a usar-se as bermudas e eu comprei umas decentíssimas diga-se de passagem ficavam apenas dois dedos acima do joelho. eram uma espécie de saia calça de tão largas nas pernas. não podiam de modo nenhum ofender fosse quem fosse. mais. eu não estava a atender público. mas estava em Ponta Delgada há mais de 30 anos onde as alunas do colégio S. José de Cluny não podiam entrar de calças. pois o chefe de repartição deu-se ao trabalho de telefonar para Angra do Heroísmo para perguntar se eu podia ir trabalhar vestida daquela forma. do outro lado da linha perguntaram-lhe se eu estava de fato de banho ou de bikini. ele respondeu que não. estava com umas bermudas e umas sandálias que me deixavam os pés quase nus. então a funcionária pode trabalhar. não está a atentar ao pudor e nem sequer à decência. de resto nem há sequer nada escrito dizendo que ela não possa ir trabalhar de bikini... é claro que na mesma tarde uma colega minha que já passara dos 40 baixinha e gordinha mas muito engraçada e atrevida apareceu no local de trabalho com uns calções de ganga tão curtos que mostravam as bochechas do rabiosque. foi o que conseguiu o senhor chefe de repartição que deus o tenha em paz e descanso que até era boa pessoa. parece-me que quem atende público deve ter a noção de como se deve apresentar. de resto os funcionários da loja do cidadão têm um subsídio para se vestirem. assim como me parece que os homens não têm que estar de fato e gravata mas não devem apresentar-se de calções e chinelos de praia também me parece que as mulheres terão o bom senso de se apresentarem bem e isso não inclui calções como os da minha colega que diga-se de passagem só os usou por provocação. mas quem está todo eriçado com as normas (e note-se que normas são apenas indicativas pois não existe um regulamento para o modo de vestir dos funcionários públicos) para as mulheres devia eriçar-se também contra a quase obrigatoriedade do uso de fato e gravata para os homens em certos lugares da Administração Publica. alguém me explica porque é que os políticos de todo o mundo (enfim os ocidentais e excluem-se também as figuras como Chavez) parece andarem fardados de fato e gravata? porque é que tem que ser assim? e porque é que as mulheres aparecem quase sempre de saias? olha que seca! onde fica aqui o direito à diferença?
10 março, 2014
09 março, 2014
Exílio
o pagante

estava a freira aposentada do seu serviço a deus a fazer as suas compras na mercearia do bairro quando entrou um senhor de boa vontade e ainda não aposentado da sua vida dedicada a ajudar os pobres. a freira apesar de aposentada usa a sua farda que a identifica de imediato diante de quem quer que seja. já o senhor que se saiba nunca usou uma farda indicativa dos seus bons serviços aos mais desvalidos.
a freira tinha um saco na mão e dirigiu-se à caixa para pagar quando foi interpelada pelo homem bom
- o que leva nesse saco é para os pobres?
- não senhor é para mim. mas eu também sou pobre. o governo roubou-me a reforma.
- nesse caso veja lá se precisa de mais alguma coisa. eu pago.
- o senhor tem a certeza que tem dinheiro para pagar o que eu comprar?
- claro irmã.
então a freira vai buscar vários sacos e enche cada um deles o mais que pode. o homem bom pagou,
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