14 agosto, 2010

grande companhia

mais uma semana de trabalho duro. todos os dias a pressão aumenta. por mais que queiramos chegar a todos não é possivel. pura e simplesemnete não depende apenas de cada um. se a equipa não funciona nada funciona. mas é difícil chegar a este entendimento. enfim. deixo a semana para trás. preparei-me para um fom de semana duro. viajar sábado e domingo para a ereira. afinal como a minha sobrinha rita me telefonou a avisar que ia decidi descansar. com o almoço pronto decidi que o sono era mais importante que a fome e dormi quatro horas. almocei depois das cinco arrumei a cozinha e outras coisitas mais e finalmente sentei-me a brincar no facebook. agora escrevo com a mão direita e acaricio o mika com a esquerda. e bastou escrever isto para ele se pirar. gato que lê é assim. a sabedoria também tem os seus contras. no programa do jô ouço uma sexóloga e percebo que afinal não sei nada de sexo. na verdade depois de a ouvir ficamos todos a perceber que nenhum e nós sabe nada. o link fica para quem se interessa por sexo. mika está de novo ao pé de mim. grande companhia este persa. grande companhia.

10 agosto, 2010

o melhor do twitter

Ondjakiondjaki ... quem nos salvará dos melhores livros? como sair ileso de certas palavras? / amanhã, o passado fugiu de mim...

Grace Kelly - Mika

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!

Este é o papel singular da alegria


Este é o papel singular da alegria
a lei errante do país
é o maior dos silêncios.

Caminhei por entre rios pontos de água
estações de novembro
pequena razão dos ventos da manhã.

Não trafiquei não porque seja forte
mas porque falo da alegria do estar sobre vós
nestes pontos de água
na acidez da flor
neste país frequentado

algumas coisas nunca mudarão. O rigor
da luz torna invulnerável o desejo de perder
esta pressa de verão.

Algumas coisas serão sempre as mesmas: manhã
encosta o teu ouvido sobre a porta escuta
era a voz os cavaleiros roubados a Ucello
longínquos.

(Profanamos a casa não o corpo
esta forma desenhada ruga a ruga
esta cor amarela sobre a praia.)

(João Miguel Fernandes Jorge)

mika


mika entrou ontem na minha casa e na minha vida. foi amor à primeira vista. carinhoso como um homem deve ser está deitado aos meus pés enquanto escrevo esta nota. ontem escondia-se em todos os cantos ou debaixo dos sofás e da mesa. a noite passou-a deitado no chão aos pés da minha cama. pelas cinco da manhã levantei-me e aí é que foram elas. o mika não parava de miar senão quando eu conversava com ele baixinho para o acalmar. finalmente parecia ter adormecido e quando eu estava quase a adormecer de novo senti algo na cama. mika tinha vindo ter comigo. fiz-lhe duas festas e pedi-lhe que voltasse para o chão. obedeceu e até o despertador tocar deixou-me dormir. quando saí para o trabalho ele ficou debaixo de uma cadeira que tenho num dos cantos do quarto. a miar. foi assim que acordou o meu filho que também se apaixonou por ele embora até agora não se ter permitdo aproximar-se de um gato. pode ser que agora ultrapasse este medo. pelo menos o mika gosta dele. e de mim. e esta casa está mais alegre. mais animada. porque o amor está no ar. graças ao meu gato persa. mika.

08 agosto, 2010

o melhor do twitter

Ondjakiondjaki fazia madrugada em paraty... só as ondas do mar desadormeciam a madrugada.

O ron ron do gatinho - Adriana Calcanhoto (clica aqui)

No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.

Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peito
não é doença - é carinho

Ode ao gato

Tu e eu temos de permeio
a rebeldia que desassossega,
a matéria compulsiva dos sentidos.
Que ninguém nos dome,
que ninguém tente
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza,
pois nós temos fôlegos largos
de vento e de névoa
para de novo nos erguermos
e, sobre o desconsolo dos escombros,
formarmos o salto
que leva à glória ou à morte,
conforme a harmonia dos astros
e a regra elementar do destino.

(José Jorge Letria)

à espera


fim de um fim de semana que começou com um encontro com a actriz florbela queirós que já não via em pessoa há muitos anos. desde que deixei de frequentar a praia de carcavelos. era o filho dela miúdo e os meus também. percebi que não se lembrava de mim mas cedeu-me um autógrafo de modo muito simpático. despedimo-nos como velhas amigas que nunca fomos e desejei-lhe toda a sorte do mundo. e não foi para ser simpática mas porque quero mesmo que tenha muita sorte. afinal ela fez parte da minha infância sobretudo quando fazia personagebns infantis. há pessoas que fazem parte das minhas memórias para sempre. florbela queirós é uma dessas pessoas. sábado de manhã de praia enfim mais de nadar do que outra coisa qualquer já que até havia água e na areia o sol torrava. depois passo pela loja dos bichos. preciso de alguns peixes para compor os casais. a miúda da loja que conheço desde miúda pergunta-me se gosto de gatos. respondo que sim. gosto muito. mostra-me então gatinhos persas e pergunta se não quero um. pergunto o preço e ela responde ofereço-lhe. fico delirante mas logo me lembro que o meu filho mais novo não suporta gatos. exponho o meu problema e ela pede-me que ele passe por lá. ao fim da tarde o miúdo entra em casa e a rir diz se a mãe quer tanto um gato... eu habituo-me se for assim pequenino. e pronto. amanhã vou buscar mika ou dali ainda não decidi tenho que olhar bem para o focinho para decidir mas estou super empolgada com o aumento de habitantes por aqui. o dia hoje esteve estranho. parecia-me estar em tenerife. mas afinal estou aqui. continuo aqui à espera. de mika. ou dali.

05 agosto, 2010

Sabroso - Compay Segundo (clica aqui)

La franqueza vale mucho
Y la mentira muy poco
Si coges un mal camino
Este hombre se vuelve loco.

Ay, sabroso
Ay, sabroso

Jornal, longe


Que faremos destes jornais, com telegramas, notícias,
anúncios, fotografias, opiniões...?

Caem as folhas secas sobre os longos relatos de guerra:
e o sol empalidece suas letras infinitas.

Que faremos destes jornais, longe do mundo e dos homens?
Este recado de loucura perde o sentido entre a terra e o céu.

De dia, lemos na flor que nasce e na abelha que voa;
de noite, nas grandes estrelas, e no aroma do campo serenado.

Aqui, toda a vizinhança proclama convicta:
"Os jornais servem para fazer embrulhos".

E é uma das raras vezes em que todos estão de acordo.

(Cecília Meireles)

mãos à obra

há quem passe o tempo pensando no que tem que fazer. fazendo planos lá vão passando o tempo felizes e contentes. mas são planos que não passam do papel. passam anos ali sossegadinhos aguardando a chegada de outros que ainda têm esperança de entrar em acção. cada um é como é. eu sou mais de fazer que de pensar. às vezes sai asneira mas a vida não teria graça se de vez em quando não metêssemos o pé na argola. pois é. desta vez eu andava a pensar em começar a fazer compostagem. como vivo num apartamento pensei que talvez não fosse assim tão fácil. vai daí pesquisei no google e concluí que era a coisa mais simples do mundo. e como não gosto de deixar para amanhã o que posso fazer hoje improvisei os materiais com o que tenho em casa. é razão para falar em prata da casa. melhor dizendo o plástico da casa. no fim de semana quando tiver tempo melhoro o material. mas para já o processo já está em andamento. estou entusiasmada com o meu projecto. afinal com tantas plantas e árvores em casa vai ser muito bom conseguir um fertilizante de confiança. com a vantagem de mais uma vez estar a contribuir para um ambiente melhor. são quilos de lixo que deixam de ir parar aos aterros sanitários contribuindo para a poluição do solo e do ambiente. ainda não me arrependi de ter entrado nesta onda. tudo o que eu puder fazer para poupar o ambiente faço. que bom seria se todos contribuíssemos um pouco em vez de ficarmos à espera do cumprimento de promessas feitas em cimeiras que nunca deram em nada. mãos à obra malta.

04 agosto, 2010

o melhor do twitter

os chicólatraschicolatras
"Não me leve a mal; Me leve à toa pela última vez"

Frágil - Sting (clica aqui)

Perhaps this final act was meant
To clinch a lifetime's argument
That nothing comes from violence
and nothing ever could
For all those born beneath an angry star
Lest we forget how fragile we are

On and on the rain will fall
Like tears from a star
Like tears from a star
On and on the rain will say
How fragile we are
How fragile we are

Diário de uma mulher


Meu rosto já tem vincos de cansaço.
Murcharam como as rosas minhas faces.
Já não posso estreitar-te num abraço,
sem temer, meu Amor, que não me abraces!

O luar nos meus olhos fez-se baço.
Meus lábios, se algum dia tu beijasses!...
Meu passado, porém, morreu no espaço,
qual nuvem que em chuvisco transformasses!

O futuro não tem de que viver.
O amor — raízes mortas que não nascem —,
os sonhos, estão como se embarcassem

num cruzeiro de calma, sem saber
que o é... Mas essa calma hoje é sinónimo
de um sentimento misterioso, anónimo...

(Isabel Gouveia)

recado entregue

quero escrever e não sai nada. existe dentro de mim um vazio. maior do que o costume. uma raiva contida e adiada. dentro de mim há alguma falta de paciência e eu não quero que ela me falte. não quero como se diz em português vernáculo perder as estribeiras. e dentro de mim sei que não a vou perder. a paciência. lidar com falsos excêntricos é a minha especialidade. bem. uma delas. e depois a louca sou eu. mas às vezes é preciso respirar fundo e contar até cem para não dizer o que não devo. amarram-me normas e regras. mas são apenas laços. não são nós. nós. eu tu ela. nós. laços difíceis de desatar. não gosto de me sentir atada. não gosto de vírgulas. para mim é tudo ou nada. por isso é tão difícil tentar o meio termo. entrar numa sala onde a conversa se interrompe no mesmo instante. coisas de gente que diz que fala na cara mas a verdade é que não o faz com toda a gente. o silêncio instala-se. sinto que sou a única pessoa a lidar bem com a situação. no ar um cheiro a cobardia. a comprometimento. e silêncio. para disfarçar passa-se a cantarolar a canção no rádio. mal a outra sai a conversa recomeça. afinal nem todos somos surdos. é uma estupidez falar nas costas dos outros de porta aberta. é uma estupidez falar dos outros com a porta fechada e interromper a conversa quando entram. hoje o dia não foi pior que os outros. só não gosto de gente sonsa. disfarçada de rebelde. mas fico. quem está mal que se mude. o recado está dado.

03 agosto, 2010

o melhor do twitter

Chico Buarquechico_buarque "A dor é tão velha que pode morrer"

You can call me Al - Paul Simon (clica aqui)

A man walks down the street,
He says, Why am I short of attention?
Got a short little span of attention,
And whoa, my nights are so long!
Where's my wife and family?
What if I die here?
Who'll be my role-model?
Now that my role-model is ....
Gone ...... gone,
He ducked back down the alley,
With some roly-poly, little bat-faced girl.
All along .... along ....
There were incidents and accidents,
There were hints and allegations .....

Uma certa quantidade

Uma certa quantidade de gente à procura
de gente à procura duma certa quantidade

Soma:
uma paisagem extremamente à procura
o problema da luz (adrede ligado ao problema da vergonha)
e o problema do quarto-atelier-avião

Entretanto
e justamente quando
já não eram precisos
apareceram os poetas à procura
e a querer multiplicar tudo por dez
má raça que eles têm
ou muito inteligentes ou muito estúpidos
pois uma e outra coisa eles são
Jesus Aristóteles Platão
abrem o mapa:
dói aqui
dói acolá

E resulta que também estes andavam à procura
duma certa quantidade de gente
que saía à procura mas por outras bandas
bandas que por seu turno também procuravam imenso
um jeito certo de andar à procura deles
visto todos buscarem quem andasse
incautamente por ali a procurar

Que susto se de repente alguém a sério encontrasse
que certo se esse alguém fosse um adolescente
como se é uma nuvem um atelier um astro

(Mário Cesariny)

é preferível não usar...


admiro como quase todos os que passam muito tempo na internet o google. tenho vindo a fazer todos os upgrades do google chrome. é fácil e rápido de usar. um motor de pesquisa muito bom. tudo isto é a meu ver verdade. mas há uma ferramenta do google que é mesmo muito muito má. e é uma ferramenta importante sobretudo para quem usa as redes sociais e pretende comunicar com amigos virtuais ou não na sua língua. é claro que seria muito bom que todos os adultos da minha geração fossem capazes de se comunicar de maneira a serem entendidos em uma ou mais línguas estrangeiras. bem sei que até para falar línguas estrangeiras é preciso um certo talento. mas não é nada que com verdadeira força de vontade não se alcance. voltando à vaca fria a ferramenta do google que seria preferível não existir de tão maltratada é (já adivinhaste claro) o tradutor. é péssimo. tentar ler alguma frase escrita em inglês traduzida para português é deprimente. a nossa língua que tão maltratada tem sido ao longo dos anos torna-se perfeitamente incompreensível. por outro lado tentar passar uma frase em português para francês ou inglês é igualmente mau. o pior é que esta ferramenta tem sido até usada por organismos públicos o que torna a tentativa de perceber o que é pedido por organismos estrangeiros completamente impossível. e para não dizerem que eu estou aqui só para dizer mal sugiro que sejam contratados bons tradutores quer para o google quer para os organismos públicos. e por favor não usem o tradutor do google até que ele se torne um tradutor credível.