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O Movimento Panteras Rosas organizou ontem, no Porto, a Intervenção " Gilberta: Morrer Invisível". A Gis, como era conhecida dos amigos, foi assim lembrada:
" Meu nome era Gilberta. Fui torturada, violada, assassinada.Para a Justiça, eu morri afogada e a culpa foi da água!.."
Como estamos lembrados - estaremos? - , os jovens foram responsabilizados por agressão, mas, estranhamente - mas será estranhamente? - não foram sentenciados como assassinos, nem torturadores, pois a vítima, muito simplesmente,morreu por causa da água, que a afogou!
É simples dizer simplesmente: Paz à sua alma! É o costume! Passsado um ano, a maioria não se lembra!
Mais palavras, para quê?
Nos tempos em que tanta gritaria e vigor encheram o país com a expressão retórica do direito à vida, aqui ficam estas singelas palavras de lembrança e de revolta.
Finalmente... parabéns, Fernanda Câncio, pela tua comovedora e lúcida crónica, no DN, de hoje, subordinada ao título: " Querida Gi...".
Eduardo Aleixo
1 comentário:
Infelizmente foi, é assim! Gisberta era uma marginalizada... em Portugal e em quase todo o mundo que se diz civilizado... não há rapazes maus. Não há instituições que não se preocupam com a educação, mas ensinam através dela a violência. É o mundo que temos. Apetece-me dizer um palavrão! Mas hoje estou comportada...
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